Sobre o Município

SOBRE SARAPUÍ

Ao suceder o ciclo do bandeirismo no final do século XVI, o tropeirismo tinha como principal característica o uso de cavalos e mulas que, guiados pelos tropeiros, transportavam produtos para a exportação e abasteciam as regiões interioranas do Brasil. Além disso, os tropeiros eram responsáveis pela transmissão de notícias, intermediação de negócios, proteção de viajantes, demarcação e ocupação das fronteiras nacionais, consequentemente promovendo o impulso povoador. A necessidade de paradas, por vezes longas para esperar que as chuvas estiassem e o nível das águas dos rios baixasse, exigia pernoites e alimentação aos tropeiros, assim como pastos para alimentar os animais, fazendo com que famílias fossem se estabelecendo e se dedicando ao cultivo e comércio para atender aos viajantes. Nasciam assim pequenas povoações e posteriormente cidades. Sarapuí originou-se no início do século XIX, de um desses pousos de tropeiros, denominado de Capela da Fazendinha, pertencente ao município de Itapetininga. Em 1832 foi erguida uma Capela em devoção a Nossa Senhora das Dores em um terreno doado pelo Capitão Luiz Vieira, dono de uma extensa área na região. Nascia nesta data uma nova freguesia do município de Itapetininga, denominado de Vila de Sarapuí. O nome do povoado Sarapuí, provém do tupi çarapó-y, ‘’espécie de peixe escorregadio de água doce” e y, “rio”, ou seja “rio dos sarapós”. No início os proprietários locais ligados a agricultura passaram a se dedicar a cultura de diversos produtos, principalmente o algodão, um produto muito consumido na época, especialmente por causa das indústrias têxteis instaladas em Sorocaba. Sendo assim as lavouras exigiam grande número de mão-de-obra, contribuindo para o aumento populacional do local, que mais tarde, em 1844 foi elevado a categoria de Distrito, passando a ser conhecido também como Distrito da Paz. No dia 13 de março de 1.872, o distrito foi elevado à condição de Município, conforme Lei Provincial Número 11 de 13/03/1872. Com a chegada da estrada de Ferro Sorocabana, na década de 20, no século passado, houve um grande êxodo populacional em busca de novas oportunidades no interior paulista, provocando uma sensível queda no setor econômico e estagnação do município, reconduzindo-o para a condição de Distrito de Itapetininga em 1934. Sua Emancipação politico-administrativa foi reconquistada no dia 7 de outubro de 1937, dando nova retomada no desenvolvimento do município conhecido como Cidade da Paz. A agricultura familiar municipal demonstra-se extremamente diversificada , com propriedades rurais que possuem em seu sistema produtivo até 5 produtos distintos, o que estimula a geração de renda e protege os agricultores das oscilações dos preços do mercado consumidor. A diversificação dos estabelecimentos agropecuários familiares, possibilita a segurança alimentar das famílias agricultoras e disponibiliza para o mercado local uma grande quantidade de alimentos para o suprimento do consumo das regiões metropolitanas do seu entorno, com a criação e cultivo de mais de 50 produtos agrícolas. A criação de bubalinos destaca-se como grande produtora de leite no cenário nacional e latino americano. Sarapuí está inserida na maior bacia de leite bubalino do Brasil e destaca-se como um dos municípios de maior produção diária desse produto. A Cooperativa dos Produtores de Leite e demais Produtos da Agricultura Familiar do Município de Sarapuí e Região – COLAF- é a instituição sediada no município que mais reúne leite bubalino no Brasil. Possuímos cadastrados na receita estadual 850 produtores rurais com mais de 1000 propriedades rurais distintas, que preenchem os mais de 27.000 hectares da área rural municipal, a qual é ramificada pelos 700 km de estradas rurais que garantem o acesso aos estabelecimentos agrícolas e o deslocamento de insumos e safras. Outro ponto forte na economia do município é referente a seu Distrito Industrial com instalação de várias fábricas, incentivadas pela proximidade do município com a Rodovia Raposo Tavares, facilitando assim a logística dos produtos industrializados e de sua produção agrícola. A cidade ainda preserva a tradição tropeira, com a realização de cavalgadas e tropeadas em todo o município, além de ser referência na criação de muares. A cultura caipira está presente no cotidiano de sua população que preserva o costume caboclo. As pequenas propriedades rurais revelam todo o encanto da vida simples e saudável do campo, onde se cultiva e cria-se de tudo um pouco. O Brasão do município contém as riquezas culturais do município: milho e algodão.

 

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